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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Cesário Verde: temática, linguagem e estilo

Um dos vossos colegas fez um trabalho sobre Cesário Verde que eu acho que pode ser útil a todos:
PP Cesário


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Para finalizar o estudo do Frei Luís de Sousa


Propus aos meus alunos que escrevessem, em grupo, um texto inspirado pelo Frei Luís de Sousa:

  • Traição/Fidelidade;
  • A "ilegitimidade" dos filhos: passado/presente;
  • A Identidade Nacional: ainda faz sentido, nos dias de hoje, "Ser Português"?.

O género literário também ficará ao critério dos alunos: Texto Dramático, Narrativo ou Lírico.

A apresentação será feita em aula e publicarei, em Trabalhos dos Alunos, os textos que me enviarem.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Trabalhos dos alunos


Decidi publicar os trabalhos dos alunos, na sua totalidade e não excertos como era habitual. Assim sendo, uma vez que eles acrescentaram outros recursos, abri uma espécie de pasta, que é, afinal, um outro blogue, onde vou postando esses trabalhos devidamente identificados. Ficam «ali», arrumadinhos!!

Ver em: Trabalhos dos Alunos.

...

domingo, 16 de novembro de 2008

Apresentação dos Textos Argumentativos

A apresentação dos trabalhos dos alunos sobre temas relacionados com os Direitos Humanos ou sobre outras questões controversas da actualidade foi programada para a próxima semana:

-20 de Novembro: 11ºB;

-21 de Novembro: 11ºC e 11ºE.

Essa apresentação terá lugar na sala 100, já reservada para esses dias, para que, de acordo com sugestões dos alunos, possam usar recursos que melhor fundamentem a sua argumentação: filmes, dramatização, entrevistas...

Cada grupo, constituído por 2/3 alunos, dispõe de cerca de 10 minutos para apresentar e debater o seu trabalho.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sendo o mar tão imenso...

A frase do título é do Padre António Vieira. O texto (com algumas adaptações minhas) e o quadro cuja fotografia o ilustra são da Tatiana.

Mar

O manto azul, profundo, inspirador, longínquo e tranquilo
é o mar.
Nesta bela criação da Natureza existe vida,

vida colorida e espontânea.
O mar transmite calma, paz, inspiração, vivacidade.
Mas o mar não é só esse manto azul infinito que nos transmite um misto de sensações,

é muito mais que isso…
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domingo, 12 de outubro de 2008

E assim sentiriam os Portugueses?

(ficção entre um índio e um português)

“Brasil, 18 de Novembro de 1623.

O Sol ainda nascia e os meus homens já estavam de pé.
-Prontos para mais um dia de vitória?
-Sim! – respondiam eles cheios de garra e com uma estrondosa vontade de conquistar a correr-lhes nas veias.
Mais uma vez os indígenas ofereceram resistência, ameaçaram-nos com arcos de madeira e paus afiados, como se isso pudesse fazer frente às nossas armas de fogo. Ridículo. Será que não percebem que não têm a mínima hipótese? Nós fomos feitos para conquistar, eles para trabalhar. Ordenar é o nosso dever, cumprir é a obrigação deles.
Essa gente de que vos falo tem várias línguas, nem vale a pena esforçarmo-nos para as entender. Um disparo funciona muito melhor do que qualquer outra palavra. Eles até são bons trabalhadores, fortes, com espírito de equipa e uma grande organização em comunidade. Ainda vos digo mais, meu povo, estes indígenas, quando têm bons dentes, são vendidos, o que nos favorece bastante as trocas comerciais.
Através deles já conseguimos obter muito cacau, pimenta, cravo, baunilha, e outras especiarias que nos tornam mais ricos. O problema são os franceses, têm invadido pelo litoral, mas os índios também são bons para proteger.
À noite, eu e a tropa que comando reunimo-nos e vemos o balanço do dia. Há cada vez mais indígenas a morrer, eles não resistem às nossas doenças, não percebo. A extracção de iguarias foi boa, nem tudo vai mal.
(...)

Às vezes um sentimento de culpa invade-me a cabeça, ou direi a alma? Não que sinta remorsos, quer dizer, talvez sinta e não queira admitir. Bem, não interessa. Tenho de me concentrar nos meus objectivos, naquilo que mudará o rumo da pátria.
(...)

Não interessa quantas pessoas irei matar,
Ou quantas famílias irei destruir.
Eu fui feito para lutar,
O meu rumo é descobrir.”


(Sublinhado meu)

Trabalho da Maria João, 11ºE (conclusão).
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Assim sentiriam os Índios do tempo do Padre António Vieira?

O contacto do mundo “civilizado” com o “outro” mundo
(ficção entre um índio e um português)



“Brasil, 1623.

Não sei bem por onde começar, morreu mais um filho meu e como chefe da tribo que sou não posso mostrar a minha parte fraca. Já não é a primeira morte com que tenho que lidar, aqueles brancos vindos da terra maldita continuam a matar a minha gente. Invoquei todos os espíritos que o meu avô um dia me ensinou, tentei resolver todos os problemas entre a comunidade, mas nada parece resultar.
Isto não era assim, não havia necessidade de ser assim. Porquê deus Sol? Porquê mãe Terra? Sempre te adoramos, sempre colhemos o teu fruto e dele fizemos nosso alimento. Várias foram as danças e as cantigas que fizemos para honrar os nossos deuses, e para quê? Não, não vou deixar que isto abale a minha fé, é das poucas coisas que me restam.
No início tudo era diferente, vieram uns brancos e foram bons connosco. Hoje percebo que tudo não passava de uma farsa. Usaram-nos para defender a costa de outros brancos que eles não gostavam (franceses), usaram-nos para extrair riquezas que somente eles usufruíam (pau-brasil). Mas isso nem foi o pior. Depois chegaram mais brancos, mais e cada vez mais. Ocuparam nossas terras, levaram nossas mulheres. Trouxeram maldições que acabaram com a nossa aldeia, nem os rituais nem a nossa magia conseguiram salvar os meus familiares. Somos cada vez mais escravos daquela gente horrível, sentimo-nos cada vez mais fracos.
Agora pergunto: para quê? Não plantamos guerra, não sabemos sequer a língua deles! Não precisamos de ser ricos, nós caçamos o que comemos, nossa loiça é feita da mais simples argila, nossas armas de madeira pura são. Digam-me minha gente, digam-me seus brancos cheios de maldade, não poderá haver um consenso? Não poderão vós partir para vossas terras e deixar as minhas em paz?
Vou voltar à fogueira e cantar mais um pouco na esperança de que tudo vai melhorar e que amanhã os brancos já terão abandonado a aldeia.


Obrigado mãe terra pelo bem que nos dás,
Nunca o desperdiçaremos
A tua vida é a nossa paz.”
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(Sublinhado meu)

Trabalho da Maria João, 11ºE, 1ª Parte
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Barroco


Vários alunos escolheram, como tema de trabalho de pesquisa, o Barroco.

E todos chegaram à mesma conclusão, inevitável!:


  • um estilo “emocional”, que pretendia deslumbrar e pasmar o observador;

  • a exuberância no que tocava à decoração, profusa e espectacular, a teatralidade;

  • na pintura, o contraste claro/ escuro, pretendendo transmitir uma sensação de profundidade.

Narciso, de Caravaggio
(imagem da web)


O Homem de Seiscentos vive num estado de tensão e desequilíbrio, do qual tenta evadir-se pelo culto exagerado da forma, sobrecarregando a poesia de figuras, como a metáfora, a antítese, a hipérbole e a alegoria. E o rebuscamento é o reflexo do conflito entre o terreno e o celestial, o Homem e Deus, o pecado e o perdão, o material e o espiritual.


Reparem neste excerto de um poema de Jerónimo Baía, um poeta do Barroco, exemplo dessa tensão entre o religioso e o profano, onde a exaltação dos sentidos se faz através da evocação do Menino Jesus:

Ao Menino Deus em metáfora de doce

- Quem quer fruta doce?
- Mostre lá! Que é isso?
- É doce coberto;
É manjar divino.


- Vejamos o doce;
Compraremos todo,
Se for todo rico.


- Venha ao portal logo;
Verá que não minto,
Pois de várias sortes
É doce infinito.


- Desculpa, minha alma.
Mas ah! Que diviso?!
Envolto em mantilhas,
Um Infante lindo!


- Pois de que se admira,
Quando este Menino
É doce coberto,
É manjar divino?


(...)
Nota: Estas notas foram elaboradas, recorrendo aos trabalhos apresentados pelos alunos.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Outros poetas...

No fim do ano, ainda há quem tenha inspiração:

Ele não vem.
E os meus tristes pés estão cansados
de aguentar a seca verticalidade do meu oco ser.
Quero ir para longe destes corpos iluminados,
onde a janela que dá para o caos
do mundo antigamente moderno,
bloqueia toda a luz, iluminando apenas
a minha cama solitária. Surda de todo o barulho do mundo...

A cidade de Cesário Verde

Duas igrejas, num saudoso largo,
Lançam a nódoa negra e fúnebre do clero:
Nelas esfumo um ermo inquisidor severo,
Assim que pela História eu me aventuro e alargo.

De "O Sentimento de um Ocidental", II Parte, Cesário Verde

Fotografia da autoria do Afonso, 11º A

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Deambulando pela Poesia de Cesário Verde, II


Ah! Como me estonteia e me fascina…
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...

Do poema "Deslumbramentos", Cesário Verde
Trabalho da Sara Assunção, 11º G

Deambulando pela Poesia de Cesário Verde, I



Sentado à mesa dum café devasso.
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura.
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.


De “A Débil”, Cesário Verde
Trabalho da Vera, 11º A
(o desenho é da aluna)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Outra forma de intervir, reflectir e debater

Um grupo de alunas do 11ºB utilizou o Texto Dramático para apresentar o seu trabalho. Achei a ideia muito interessante e é um exemplo de como este (ou outro) modo de expressão pode promover a reflexão sobre temas controversos (ou não).


DIÁLOGO SOBRE A TRAIÇÃO E FIDELIDADE

Raquel – Está mais que provado que não é possível…

Marta – É mesmo, é algo incontrolável, quando menos esperamos já o cometemos!

Raquel – Cometer? Mas será errado? Será errado ser contra algo natural do Homem?

Inês – Eu não sou casada, mas sinceramente, e perdoem-me se parecer impertinente, vocês são casadas, têm um marido, filhos e casa e falam de traição como se fosse algo ordinário (vulgar)?

Marta – E não é? Involuntariamente fazemo-lo todos os dias!

Inês – Não compreendo! Antes de mais o que é a traição? Podemos nós trair sem ser infiéis?

Marta – Ouve…Não estás a entender, existem muitos casais que não traem fisicamente, no entanto são infiéis…O que é o casamento? Não é o consumar de um amor eterno? Esses sim são os casos penosos.

Inês – Poderá ter a sua razão. O que sempre me levou a ficar solteira foi o factor “Não consigo amar alguém mais do que a mim, não por muito tempo”.

Raquel – Somente há muito pouco tempo é que as pessoas se aperceberam do que se trata a fidelidade!


Inês – Sim! inclusive várias revistas que já li explicam que está mais que comprovado que num casamento/relação o terceiro elemento é fundamental…É por vezes a falta da “permissão” da parte do parceiro que leva à infidelidade.

Raquel – Claro as pessoas esquecem-se do que juraram no seu casamento…As pessoas no geral não entendem o que é a traição, acabando assim por generalizar a infidelidade!


(Questão para debate: Pode haver infidelidade sem traição?)

Texto da Inês, Marta e Raquel do 11º B



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Intervenção/Reflexão/Debate

Como preparação para as intervenções orais a apresentar em aula, uma aluna sugeriu-me que publicasse um texto, resultado da sua reflexão pessoal sobre o tema "Casamento: fidelidade/traição". De bom grado o publico, corrigido e adaptado. Pode ser que o debate aqui continue...!

A Fidelidade

A fidelidade tem como base a confiança e vice-versa. Numa relação como o casamento, muitas pessoas acham difícil manterem-se fiéis, principalmente em pensamento. Há quem diga que com o passar do tempo a relação se torna monótona e fica sem a paixão e envolvência iniciais, o que torna a "tarefa" de se ser fiel mais complicada de gerir.
Uma pessoa tem de se sentir amada, respeitada, mas sobretudo ser ela a amar e respeitar. Quando se tem firmeza e dedicação a um casamento é muito mais fácil manter a fidelidade; contudo a existência de amor e desejo pelo outro são os factores mais importantes para se manter uma relação verdadeira, sem mentiras.
A fidelidade pressupõe também a verdade no matrimónio. (...)
Hoje em dia são raros os casos de amores eternos, mas não são inexistentes. Infelizmente, até nesses raros casos, se foge à fidelidade, nem que seja por uma vez; muitas vezes alegando que se procuram certezas de sentimentos, o que é completamente desnecessário quando se ama. (...)
Quando se promete fidelidade o principal é o amor, pois quem ama não ousa sequer pensar noutro nome.

Da Bruna, 11º A.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Trabalhos dos alunos

Os tópicos do III Acto do Frei Luís de Sousa foram elaborados com o contributo dos trabalhos dos alunos:

Ana Elisa, Catarina, Cátia, Diana, Melanie e Sofia, 11º D;

Ana Serra, Ana Vinhas, Francisco, Marília, Marta Gonçalves, Rita, Sofia e Vanessa, 11º G.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Trabalhos dos alunos

A mensagem anterior foi elaborada com a colaboração dos seguintes alunos:

Afonso, Ana Santos, Diana, Madalena, Maria Manuel, Mariana, Minouche, Sara Alves, Sara Lança, Tiago Oliveira e Vera do 11º A;

Joana, Patrícia e Tiago Corceiro do 11º B.

domingo, 4 de novembro de 2007

Balanço (definitivo!)

Encerrou o prazo para envio ou entrega dos trabalhos.

11º A: 16 trabalhos.
11º B: 14 trabalhos.

11º D: 5 trabalhos.

Vamos entrar em semana de testes e, depois, "matéria" nova!

P.S. : Não se esqueçam de ir lendo o Frei Luís de Sousa.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Balanço (provisório...)

Menos de uma semana após ter pedido os trabalhos de pesquisa, o balanço é o seguinte:

11º A: 10 trabalhos.
11º B: 10 trabalhos.
11º D: 3 trabalhos.

O 11º G está a realizar uma outra tarefa que, mais tarde, será divulgada no blog. Mas a sua participação já se encontra em mensagem, devidamente identificada.

Só lamento não poder publicar excertos de todos os trabalhos enviados pelos meus alunos. A selecção foi feita por ordem de chegada.

A professora agradece a vossa colaboração!

P.S. Gostaria que, de vez em quando, deixassem um comentário.