
...no último dia de representação de Os Maias, no Teatro da Trindade.
(O meu agradecimento ao professor Joaquim Melro, que nos acompanhou.)

...no último dia de representação de Os Maias, no Teatro da Trindade.
(O meu agradecimento ao professor Joaquim Melro, que nos acompanhou.)
O Livro
"Era uma vez...": também assim começou este livro. As personagens são poucas, no entanto as descrições preenchem linhas: "E naquela casa de férias tudo libertava um aroma doce: as janelas abertas deixavam entrar o sol doirado, o sussurro das plantas deixava adivinhar a brisa fresca presente no prado e o tom meigo com que eram ditas todas as palavras enaltecia o espírito."
Várias foram as vezes em que repeti a leitura de frases só para as poder absorver em mim e saboreá-las com o mesmo prazer com que foram escritas. Não tive em momento algum pressa para terminar a leitura e todas as páginas foram minutos de sabedoria que me acolheram dias e noites. Hoje terminou a leitura, estranhamente mas terminou. Consigo ver que páginas foram arrancadas e não sei ao certo porquê nem por quem. Reconheço apenas a última frase presente: "O relógio do tempo parou por longos instantes e nem o teu brilho conseguiu curar a minha cegueira."Da Maria João J., 11º E

II Capítulo
Comentário:
IV Capítulo
Imagem retirada do blogue: http://themaias.wordpress.com/category/figurino/page/2/,
por indicação do aluno João Vale.


No final deste 2º Período, faremos um teste com um excerto do I Capítulo de Os Maias, cujos tópicos mais importantes organizei no ano anterior e que volto a publicar, porque se mantêm actuais.
Espaços: Santa Olávia (espaço rural), Lisboa (espaço urbano).
Tempos:
- Presente: Outubro de 1875;
- Passado: analepse (recuo no tempo) à juventude de Afonso da Maia. Casamento com Maria Eduarda Runa, nascimento do filho, o Pedrinho, ida para Inglaterra; regresso a Portugal, morte da mulher e juventude de Pedro até ao seu casamento, contra a vontade do pai, com Maria Monforte.
Temática importante:
-A família tinha poucos elementos( só avô e neto);
-O Ramalhete sempre tinha sido “fatal” à família Maia;
-Pedro era parecido com um bisavô materno que se tinha suicidado;
-Maria Monforte era de uma beleza clássica, magnífica, comparada à das estátuas gregas;
-A sombrinha escarlate de Maria “derramava” como que uma mancha de sangue sobre Pedro.
Linguagem e recursos estilísticos:
Nota: A paginação remete para a obra na sua edição de Os Livros do Brasil.