sábado, 22 de março de 2008
sexta-feira, 21 de março de 2008
Dia da Poesia

Para assinalar o Dia Mundial da Poesia, 21 de Março, e início da Primavera, deixo aqui um pequeno, mas belo poema de Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa):
Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no seu modo de exprimir-se
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se o vento...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Os Maias: preparação para o teste
No teste de avaliação do final do 2º Período, sairá um excerto do I Capítulo de Os Maias de Eça de Queirós.
Deverão tomar atenção aos seguintes aspectos:
Espaços: Santa Olávia (espaço rural), Lisboa (espaço urbano).
Tempos:
- Presente: Outubro de 1875;
- Passado: analepse (recuo no tempo) à juventude de Afonso da Maia.Casamento com Maria Eduarda Runa, nascimento do filho, o Pedrinho, ida para Inglaterra; regresso a Portugal, morte da mulher e juventude de Pedro até ao seu casamento, contra a vontade do pai, com Maria Monforte.
Temática importante:
- A crítica à educação tradicional/religiosa (beata), que contribui para deformar a personalidade dos indivíduos (ex: Pedro da Maia);
- Os excessos, de todo o género, que esse tipo de educação e uma sociedade romântica fomentam (Pedro da Maia);
- O pragmatismo “inglês” de Afonso da Maia, no que diz respeito à educação e à religião;
oposição Afonso/Pedro: força/fraqueza; - A ascensão social dos novos-ricos: Maria Monforte e o pai, muitas vezes, através de meios pouco sérios (tráfico de negros);
- A caracterização de Pedro da Maia, cuja personalidade se deve aos factores, antes referidos e a que se acrescenta o factor hereditariedade (influência do Naturalismo);
- O aparecimento de presságios, desde o início:
-A família tinha poucos elementos( só avô e neto);
-O Ramalhete sempre tinha sido “fatal” à família Maia;
-Pedro era parecido com um bisavô materno que se tinha suicidado;
-Maria Monforte era de uma beleza clássica, magnífica, comparada à das estátuas gregas;
-A sombrinha escarlate de Maria “derramava” como que uma mancha de sangue sobre Pedro.
Linguagem e recursos estilísticos:
A adjectivação com a intenção de descrever pormenorizadamente (característica do Realismo): [Pedro era] “mudo, murcho, amarelo…”(Capt I, p 20);
A ironia para acentuar a crítica social: [Pedro] “ aos dezanove anos teve o seu bastardozinho.”(Capt I, p 20);
O uso do advérbio de modo com uma função adjectivante: [Afonso] “esteve olhando abstraidamente a quinta…” (Capt I, p 31);
A sinestesia ( sugere sensações várias): “ Os passos do escudeiro não faziam ruído no tapete fofo; o lume estalava alegremente, pondo retoques de oiro nas pratas polidas;” (audição, tacto, audição, visão)-(Capt I, p 31);
A comparação: “…e a sua face [de Maria Monforte], grave e pura como um mármore grego…” (Capt I, p 29);
A metáfora: [Maria Monforte]"... arrastando com um passo de deusa a sua cauda de corte…" (Capt I, p 23).
Nota: A paginação remete para a obra na sua edição de Os Livros do Brasil.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Outra forma de intervir, reflectir e debater
DIÁLOGO SOBRE A TRAIÇÃO E FIDELIDADE
Raquel – Está mais que provado que não é possível…
Marta – É mesmo, é algo incontrolável, quando menos esperamos já o cometemos!
Raquel – Cometer? Mas será errado? Será errado ser contra algo natural do Homem?
Inês – Eu não sou casada, mas sinceramente, e perdoem-me se parecer impertinente, vocês são casadas, têm um marido, filhos e casa e falam de traição como se fosse algo ordinário (vulgar)?
Marta – E não é? Involuntariamente fazemo-lo todos os dias!
Inês – Não compreendo! Antes de mais o que é a traição? Podemos nós trair sem ser infiéis?
Marta – Ouve…Não estás a entender, existem muitos casais que não traem fisicamente, no entanto são infiéis…O que é o casamento? Não é o consumar de um amor eterno? Esses sim são os casos penosos.
Inês – Poderá ter a sua razão. O que sempre me levou a ficar solteira foi o factor “Não consigo amar alguém mais do que a mim, não por muito tempo”.
Raquel – Somente há muito pouco tempo é que as pessoas se aperceberam do que se trata a fidelidade!
Inês – Sim! inclusive várias revistas que já li explicam que está mais que comprovado que num casamento/relação o terceiro elemento é fundamental…É por vezes a falta da “permissão” da parte do parceiro que leva à infidelidade.
Raquel – Claro as pessoas esquecem-se do que juraram no seu casamento…As pessoas no geral não entendem o que é a traição, acabando assim por generalizar a infidelidade!
(Questão para debate: Pode haver infidelidade sem traição?)
Texto da Inês, Marta e Raquel do 11º B
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Intervenção/Reflexão/Debate
A Fidelidade
A fidelidade tem como base a confiança e vice-versa. Numa relação como o casamento, muitas pessoas acham difícil manterem-se fiéis, principalmente em pensamento. Há quem diga que com o passar do tempo a relação se torna monótona e fica sem a paixão e envolvência iniciais, o que torna a "tarefa" de se ser fiel mais complicada de gerir.
Uma pessoa tem de se sentir amada, respeitada, mas sobretudo ser ela a amar e respeitar. Quando se tem firmeza e dedicação a um casamento é muito mais fácil manter a fidelidade; contudo a existência de amor e desejo pelo outro são os factores mais importantes para se manter uma relação verdadeira, sem mentiras.
A fidelidade pressupõe também a verdade no matrimónio. (...)
Hoje em dia são raros os casos de amores eternos, mas não são inexistentes. Infelizmente, até nesses raros casos, se foge à fidelidade, nem que seja por uma vez; muitas vezes alegando que se procuram certezas de sentimentos, o que é completamente desnecessário quando se ama. (...)
Quando se promete fidelidade o principal é o amor, pois quem ama não ousa sequer pensar noutro nome.
Da Bruna, 11º A.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Despedida...
Hoje foi mais um dia,
e vi-te sorrir, distante,
senti-te distante,
mais um dia.
Vou-me afogando lentamente,
mais uma noite...
Consegues ver?
Estas correntes que nos separam,
as correntes que nos prenderam...
Estou a afogar-me.
Consegues ver-me?
Deixa-me ver-te...
Mais uma noite.
(Poderia ser um poema escrito por Madalena ou, quem sabe?, por Manuel...)
P.S.: "Sublinhei" por ser o último!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Festejar o Amor!
Carnaval

